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Sesc AM traz a Manaus a exposição “(RE)Conhecendo a Amazônia Negra”

A exposição fotográfica “(RE)Conhecendo a Amazônia Negra” estará aberta para visitação no período de 6 de abril a 3 maio, das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira, na galeria Moacir Andrade, que fica localizada na rua Henrique Martins, 427, Centro. A entrada é gratuita. 

A mostra é parte do projeto “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta”, um instrumento de militância das artes visuais, no campo da antropologia visual, sobre a memória da população negra amazônica. Trata-se de uma forma de movimento político em prol do (re)conhecimento do legado e contribuição da população negra na constituição do tecido sociocultural de Rondônia, da região norte e do Brasil, uma vez que as pesquisas e registros sobre as populações negras se concentram nas especificidades e características das populações das regiões nordeste, centro e sul do país – sem muito destaque para o norte.

Marcela Bonfim

Fotógrafa, formada em Ciências Econômicas (2008) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública (2011) pela Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Desde 2012, dedica-se à fotografia, tendo participado do projeto “Reabilitando pela Arte” (2014-15), realizado no sistema prisional de Rondônia; exposições coletivas pelo Sesc-RO e Agência Amazônia Real (AM); publicações em revistas e periódicos do ICMBio, Governo de Rondônia (2013-2016), entidades do terceiro setor: Kanindé e Rio Terra; além da dedicação ao fotojornalismo pela Agência de Notícias Amazônia Real (desde 2015), e palestras de difusão sobre o projeto “Amazônia Negra” no Pará – Fotoativa, no Maranhão – Casa de Nhozinho, em Porto Velho – IFRO, Uniron, Museu Palácio da Memória, Tribunal de Justiça, Universidade de Rondônia-Departamento de Sociologia, SESC-RO e escolas públicas.

Em 2016, seu projeto (Re)Conhecendo a Amazônia Negra foi contemplado no edital da Caixa Cultural para exposição individual em São Paulo entre os meses de outubro a dezembro de 2017. Marcela descobriu o racismo na busca pelo primeiro emprego. Para enfrentar a experiência e sua própria negritude, comprou uma câmera fotográfica e começou a registrar mulheres, homens, crianças, jovens e velhos, negros e negras na Amazônia; em suas comunidades, rituais, festejos e em penitenciárias. O que as lentes captaram foi à resistência pela preservação da cultura e dos costumes, da beleza e da estética negra. Foi na Amazônia que ela “enfrentou” a cor de sua pele.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (92) 3649-3750

Assessoria de Comunicação
Sistema Fecomércio, Sesc e Senac AM